Dezembro 28, 2011
Categorias: (in)continente - domingos . . Autor: associação zona franca . Comentários: Deixe um comentário

Inspirados pelo génio criativo de Django Reinhardt (1910/1953), pai do Swing manouche, os Rat Swinger começam a ensaiar em Março de 2011, tendo desenvolvido um repertório baseado numa selecção de canções dos anos 20/30. Reinventando as vocalizações da época e combinando-as com um suporte instrumental fortemente influenciado pelo gipsy jazz, os Rat Swinger interpretam clássicos do início do século passado em formato acústico, remetendo-nos para os ambientes musicais dessa era.
Entrada: 3€
Ian Mucznik: voz, guitarra ritmo
João Leitão: guitarra solo
João SanPayo: guitarra baixo
29/12 ás 22h ENTRADA: 2 Euros
É um duo de improvisação sedeado em Lisboa que reúne na manipulação eletrónica experimental o músico e produtor finlandês – Jari Marjamäki e no trompete Luís Vicente. Este duo tem actuado em várias salas do país e fora, nomeadamente na Hungria. O conceito deste projecto é a composição em tempo real, indo desde sons ambiente até ao electro experimental, mantendo o conceito de improvisação livre. Devido à estética de total improviso, cada actuação é única, inesperada e irrepetível.
a crise que vivemos é uma crise económica e financeira, mas também é uma crise política. O neoliberalismo tomou, desde os anos 80, conta das nossas sociedades: as forças políticas de esquerda ou se renderam a ele ou não foram capazes de o combater. Ironia da história, o neoliberalismo rebentou com a economia mundial e quem paga a factura são os trabalhadores. Como se caracterizam estes tempos a que chamamos crise? Existe uma alternativa de esquerda às troikas deste mundo? Vá ao Chapitô, beba muitos copos e descubra.
debate com:
João Vasconcelos http://www.activismodesofa.net/
Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/
Ricardo Noronha http://unipoppers.blogspot.com/
moderado por:
Zé Nuno Matos http://unipoppers.blogspot.com/
Bartô, o bar do Chapitô, Costa do Castelo, 1 dia 28 /12 às 22h 
“Não ouso carpir o fado triste e pesado como um lamento/mas cantá-lo com voz calma do fundo da alma com sentimento./ E tal qual como a Severa ai quem me dera ser um portento /mas não sou baixa nem alta e não me falta descaramento!”
in “O Costa do Castelo”, por Hermínia Silva
Paulo Jorge – Guitarra;
Nuno Estevens – Viola
com o Documentário Enjoy Poverty de Renzo Martens, seguido de debate sobre “A quem serve a indústria da pobreza?”
Este artista viajou até ao mais profundo Congo, em mais uma das suas guerras civis, a imensa ferida aberta de África, qual Conrad no Coração das Trevas. De câmara à mão, escarafunchou na indústria da luta contra a pobreza que a tantos beneficia: empresas que enriquecem à custa dos recursos que os pobres não podem reivindicar (o ouro e coltan para fabricar telemóveis), ong’s como grandes empregadores, os media que vendem essas imagens e os especialistas em resolução de conflitos. Sendo a vulnerabilidade dos africanos bastante rentável, Renzo lança um programa de emancipação como caricatura dessa mesma situação. Partindo da pergunta fundamental do filme: “a quem pertence a pobreza?”, cooperantes, ong’s, estudiosos, olhares críticos e viajados são convidados a desconstruir a indústria do desenvolvimento.
num registo informal queremos problematizar a indústria do desenvolvimento de vários pontos de vista, discutir o sentido e as estratégias de projectos concretos em África e países “periféricos”.
debate com Ulrich Schiefer, Manuel Bivar e Diogo Ferreira
Diogo Ferreira
Licenciado em Economia c/ especialização em Desenvolvimento e Cooperação Internacional,onde trabalhou a temática da ética na cooperação para o desenvolvimento e sistemas de cooperação internacional. Exerce actualmente o cargo de coordenador de Projectos no Instituto Marquês de Valle Flor e é consultor de organizações da sociedade civil do espaço CPLP. Experiência em consultoria e coordenação de projectos de cooperação nas áreas da segurança alimentar, educação, ambiente, desenvolvimento sustentável, cultura e património.
Manuel Bivar
Mestrado em Estudos Africanos, ISCTE, IUL. Desde 2008 tem vindo a fazer investigação na Guiné-Bissau sobre agricultura, floresta, posse da terra.
Ulrich Schiefer
Sociólogo e antropólogo; formação académica na Universidade de Münster, Alemanha.
Professor do Instituto Superior de Ciência do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Áreas de interesse: Estudos Africanos, Planeamento e Avaliação, Desenvolvimento Organizacional, Redes Inter-organizacionais. Consultor de organizações nacionais e internacionais.
Danae Estrela é um dos nomes emergentes da música lusófona e vai-nos presentear com uma noite intensa de cantoria. Nasceu em Cuba, viveu em Cabo Verde mas a Lisboa intercultural é a sua base. Depois dos álbuns “Condição de Louco” e “Cafuca” com formação de banda danae & os novos crioulos e agora em tour desde a Alemanha danae in living room concerts. Foi à procura de sons, imagens, palavras, histórias que conseguiu modular em melodias próprias com as referências mais variadas, desde a bossa-nova a morna passando folk song. E um calor muito especial, tendo um tom confessional. Faz da música uma prática aberta que encontra na troca de experiências uma mais-valia para a produção de um trabalho difícil de rotular.
Os «novos crioulos»: Anilo Lopes (guitarra/coros), Raimund Engelhardt (tablas/cimbal/percussão) e Johannes Krieger (trompete).