Tertúlia #5 BUALA 4ª feira, dia 21 às 21h “A quem serve a indústria da pobreza?”

com o Documentário Enjoy Poverty de Renzo Martens, seguido de debate sobre “A quem serve a indústria da pobreza?”
Este artista viajou até ao mais profundo Congo, em mais uma das suas guerras civis, a imensa ferida aberta de África, qual Conrad no Coração das Trevas. De câmara à mão, escarafunchou na indústria da luta contra a pobreza que a tantos beneficia: empresas que enriquecem à custa dos recursos que os pobres não podem reivindicar (o ouro e coltan para fabricar telemóveis), ong’s como grandes empregadores, os media que vendem essas imagens e os especialistas em resolução de conflitos. Sendo a vulnerabilidade dos africanos bastante rentável, Renzo lança um programa de emancipação como caricatura dessa mesma situação. Partindo da pergunta fundamental do filme: “a quem pertence a pobreza?”, cooperantes, ong’s, estudiosos, olhares críticos e viajados são convidados a desconstruir a indústria do desenvolvimento.
num registo informal queremos problematizar a indústria do desenvolvimento de vários pontos de vista, discutir o sentido e as estratégias de projectos concretos em África e países “periféricos”.
debate com Ulrich Schiefer, Manuel Bivar e Diogo Ferreira

Diogo Ferreira
Licenciado em Economia c/ especialização em Desenvolvimento e Cooperação Internacional,onde trabalhou a temática da ética na cooperação para o desenvolvimento e sistemas de cooperação internacional. Exerce actualmente o cargo de coordenador de Projectos no Instituto Marquês de Valle Flor e é consultor de organizações da sociedade civil do espaço CPLP. Experiência em consultoria e coordenação de projectos de cooperação nas áreas da segurança alimentar, educação, ambiente, desenvolvimento sustentável, cultura e património.

Manuel Bivar
Mestrado em Estudos Africanos, ISCTE, IUL. Desde 2008 tem vindo a fazer investigação na Guiné-Bissau sobre agricultura, floresta, posse da terra.

Ulrich Schiefer
Sociólogo e antropólogo; formação académica na Universidade de Münster, Alemanha.
Professor do Instituto Superior de Ciência do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Áreas de interesse: Estudos Africanos, Planeamento e Avaliação, Desenvolvimento Organizacional, Redes Inter-organizacionais. Consultor de organizações nacionais e internacionais.

Domingo 18/12 (in) continente Danae Estrela e os Novos Crioulos

Danae Estrela é um dos nomes emergentes da música lusófona e vai-nos presentear com uma noite intensa de cantoria. Nasceu em Cuba, viveu em Cabo Verde mas a Lisboa intercultural é a sua base. Depois dos álbuns “Condição de Louco” e “Cafuca” com formação de banda danae & os novos crioulos e agora em tour desde a Alemanha danae in living room concerts. Foi à procura de sons, imagens, palavras, histórias que conseguiu modular em melodias próprias com as referências mais variadas, desde a bossa-nova a morna passando folk song. E um calor muito especial, tendo um tom confessional. Faz da música uma prática aberta que encontra na troca de experiências uma mais-valia para a produção de um trabalho difícil de rotular.
Os «novos crioulos»: Anilo Lopes (guitarra/coros), Raimund Engelhardt (tablas/cimbal/percussão) e Johannes Krieger (trompete).

Sábado 17/12 giródisco Os Comutadores (Dj) Transmitter + Amplo (+ Video = TimeBassConnector )

Dupla em “Ping Pong” com música dos confins dos tempos.
Selecção musical “ping-pong” entre “Transmitter” e “Amplo”, improvisada a gosto levada pela sequência das próprias musicas que levam quem ouve e quem faz por um caminho inesperado. Surpresa para os próprios e para os outros. Nada de repetições. Imprevisível. Invulgar. Inesperado. Cerebral. “NO COMPUTER”.

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