25 Domingo (In)CONTINENTE com Funaná Ribentola

Este grupo traz Cabo Verde  da periferia de Lisboa ao coração da cidade. No ritmo delirante do funaná, com o seu andamento variável e compasso binário, sem esquecer o ferro e a gaita, esta música e dança não deixam ninguém ficar sentado. Sobretudo quando são os Rabentola a dar gás à noite. É caso para perguntar: “bô crê dançá ma mim?” E depois não larga mais.

24 sábado GIRÓDISCO com Duo Porcelana

Os Duo Porcelana têm andado por aí na noite Lisboeta. Porém, não saem muito, trabalham pouco e têm profissões pouco definidas. Passam a maior parte do tempo a escutar música e a ver filmes. Tampouco vão muitas vezes ao cinema. Falam pouco. O que os junta e faz com que saiam de vez em quando, e sejam notados, é o amor à música. Não exagero quando digo amor. Com uma guitarra ao colo podem não ser muito expressivos, diria até que lhes falta talento. Mas a girar discos é visível o prazer e alegria que sentem. Viajam de propósito para os comprar, mandam vir do estrangeiro, procuram-nos deligentemente para saciar o apetite. É Jazz, é Soul, é Gospel, é Latino, é Psicadélico… São pretos, brancos e amarelos a tocar música que se começou a tocar em bares duvidosos, por gente duvidosa, e que a história (e também a indústria musical) tem feito justiça. Tal como numa celebração Evangélica, a palavra de Deus é para todos. A música deixa ébrio o pastor, os fiéis e a todos os que se deixarem levar.
Júlio Isidro

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