1ª semana de fevereiro no zona franca no bartô

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TRIBUTO A CHICO SCIENCE

Dia 2, quintas, Quintas Dimensões
A dupla de dj´s Mangue e Tejo (Fabricio e Max, o maestro do batuque maracatu) devorou e regurgita agora a energia do grande cantor e compositor olindense Chico Science que morreu acidentalmente e demasiado cedo há 15 anos. Foi um dos principais colaboradores do movimento manguebeat da década de 90, escrevendo o manifesto Carangueijos no Cérebro. Com Chico Science & Nação Zumbi, vamos percorrer da Lama ao Caos a Afrociberdelia, e os ecos deste rock psicadélico com muito maracatu atómico que mistura música soul, funk e hip hop com ritmos nordestinos.
ENTRADA LIVRE

Dia 1, quarta, Conversas Bravias – O significado da ditadura com Irene Pimentel

À semelhança da iniciativa em Santiago do Chile – em que professores universitários e historiadores deram uma aula aberta a lembrar a ditadura chilena e as implicações da mesma na História contemporânea e das mentalidades do país -, convidámos a historiadora Irene Pimentel para trazer mais esclarecimento sobre a nossa ditadura de 48 anos, tempo mais que suficiente para impregnar-se na nossa “estranha forma de vida”. Polícia política prisões, conservadorismo, igreja, bom povo português, guerra colonial e fascismos, vamos olhar para esse passado para pensar o presente.
às 22h

Verde Tardio

Começou. O Stalker trouxe-vos à Zona: aí se jogam os mais íntimos desejos

e dizem: “Já é tempo de dizer que viver é já ter fome.”

Abra-se então a cave para que ventos e tempestades, folias, bacantes e náufragos assentem praça nesta candonga

e abafem os suspiros, na percepção do que tecem as aranhas.

Eis-nos chegados. Pois ter fome é não sobrar.

no tanque onde as melhores desordens serão edificadas,

e as mais puras liberdades concertadas no estudo aplicado que alia violentamente o insarável das rupturas ao amor novo

Condição: despir a miséria à porta, sublimá-la entre o calor.

despir a miséria à porta, e se já nada restar de si,

se na alma só maleita, se até a viva carne de tristeza é feita

se não restar pingo de amor, Não entre! Ou não saia!

contar o vil metal é tarefa para os olhos e ao domingo há o comício.

crianças ordenadas esperam futuros bastões

uma futura máquina inventada destrona maneiras que ainda espantavam certa gente, e da nossa retina descola-se o metal para novos dados explanados.

o quotidiano é o único responsável!

Somos 100 000 unidades de presão!

M1918 Brawning Automatic Rifle!

tô tôt ôt ô tô …tôtô

Queremos rebentar com tudo sabendo que nada é rebentável

nem há artista sem manhas, nem entranhas servidas a gosto

a expressão viva do sarcasmo, viva!

Vamos! colectivos saem da cegueira dos propósitos, os acontecimentos nada devem às sócio-redes onanistas,

e os bastidores da vida deixarão de ser o trabalho

vamos conversar. o corpo avança firme:

liberdades e fumos rebelam-se contra o mercado da noite que privatiza os interesses

a facilidade com que se geram nadas sucumbe no inacessível chão

os engates tímidos, surpreendidos por ataques epilépticos, erguem os seus copos de plástico e, afinal, as tertúlias nem sempre relembram músicas conhecidas

nisto tudo interessa-nos o novo e não os malabarismos das novidades

uma zona franca que há-de descer as escadas em caracol

zona franca, outubro 2011

Dia 29, 22h (in) continente JAVI MOJAVE & CUARTETO HOLOTRÓPICO

É uma proposta musical para todos os públicos, cheia de cor e diversidade onde o Jazz, o folclore africano e a música contemporânea abraçam-se mostrando uma nova forma de expressão. A singularidade desta banda é da música ser criada com instrumentos antigos e desconhecidos na Europa, tais como Mbiras, Marovany, Gurumi, Kora, Ngoni, entre outros, fabricados pelo jovem criador espanhol Javi Mojavel. Acompanhado por músicos de larga trajectória e reconhecimento internacional (Estados Unidos, Europa, Japão,…) este concerto será uma viagem cheia de sons envolventes. Javi Mojave traz à cidade de Lisboa o seu quarteto.
ENTRADA LIVRE
Javi Mojave (percussão, voz e instrumentos de fabrico proprio), Alvaro Fernandez
(Baixo e Mbiras), Rafa Prieto (Guitarra), Alvar Guigelmo (percussão), Serafim Hurtado(percussão) Produção e colaboração: Kátila Goreti (percussão e coros).

Dia 28, 22h Giródisco Festa de lançamento da revista Imprópria

com Evil clown’s final DJ battle II: Dj Ba (Bernardino Aranda) e Dj Baloo (Ricardo Noronha)

organização: UNIPOP, revista imprópria e Zona Franca

Imprópria é uma publicação semestral independente que se insere num projecto mais amplo da associação Unipop, um colectivo que procura disseminar o pensamento crítico e a prática militante para lá dos limites da academia e da política institucional, abrindo espaços onde o contemporâneo possa ser sujeito a análise e a novas formas de intervenção. Move-nos a convicção partilhada de que tanto a política como o pensamento são uma matéria comum, transversal, aberta a todos e a qualquer um, em suma, não têm lugares, tempos ou agentes próprios. O primeiro número da Imprópria representa um esforço no sentido de trazer à superfície mais e mais palavras políticas, sem porém pretender definir a palavra como o terreno privilegiado da política. Simplesmente, recusamos pressupor uma dicotomia entre o falar e o fazer. E, para fundamentarmos esta recusa, não é preciso sequer mencionarmos a importância das palavras na moderna produção económica. Basta lembrarmos que também a língua é um músculo.
E a revista será lançada numa noite em que o inverno vai virar inferno durante este confronto épico entre dois palhaços que passaram para o lado negro da força.

Dia 27, 22h Tocatinas Casal de Leste + Dj Lauro Palma

Quarteto rock típico, fundado como um lugar musical ou geográfico, que busca os temas das suas canções em coisas tão díspares como outras canções, na banda desenhada, no cinema, em livros ou até na rua.

entrada 3 euros