24 conversas bravias

TERTÚLIA AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE

Como escrever sobre a doença e a morte? É um dos grandes temas da ficção, mas quando se trata da realidade – uma realidade ao nosso lado ou ainda mais próxima – como é que escrevemos? Como é que se pode fazer literatura ou arte a partir do sofrimento, sobretudo do sofrimento dos outros? E ao fazê-lo, tornamos mais claro ou mais obscuro o final de vida e o luto? E o que é que abordar a morte – sem preconceitos – nos traz de afirmação de vida?

A propósito do lançamento do livro “Agora e na Hora da Nossa Morte”, de Susana Moreira Marques, Tinta da China / Fundação Calouste Gulbenkian

conversa com a jornalista e escritora Susana Moreira Marques; a psicóloga Vera Pereira; Bárbara Gomes, de cuidados paliativos; o historiador de literatura Miguel Real e o escritor Jaime Rocha.

“Agora e na Hora da Nossa Morte” é o resultado de uma viagem a Trás-os-Montes para acompanhar um projecto de prestação de cuidados paliativos domiciliários. De aldeia em aldeia — numa paisagem marcada por grandes distâncias, as águias sobrevoando as estradas, e o Douro como fronteira — encontramos pessoas com pouco tempo de vida, familiares que dormem à cabeceira de camas, e o vazio deixado pelos que morrem. No lugar onde Portugal acaba e é esquecido, onde todo um modo de vida está em vias de desaparecer, num tempo de fim e perante a nossa mortalidade, começamos a perceber o que é importante.

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