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Monstros e companhia: cinema de horror e a denúncia do capitalismo

Zombies, extraterrestres, vampiros, fantasmas, lobisomens, monstros e companhia: que relação têm eles com a realidade? Não serão eles uma forma de retratar a realidade com grande exatidão?
Muito discretos e mais ou menos irredutíveis face a um show business que pasteuriza a violência e a serve em pacote entusiasmante, realizadores como John Carpenter e George A. Romero, entre outros, lançam avisos e incitamentos, ferem e chocam, abrem alçapões e caixões, ressuscitam mortos. Apresentam o mundo às avessas. Usam e abusam da sua liberdade, e da nossa. Do buraco escuro e fumarento de onde emergem, trazem os retratos mais crus, mais desbocados, mais blasfemos, e as propostas de transformação da realidade mais extremas. A estranheza, a alegoria, o panfletarismo e, em boa medida, a marginalidade protegem-nos, mas não encobrem minimamente a radicalidade das suas proposições.
Nesta noite escura e assustadora, mais do que pretendermos quadricular uma tão improvável como inescrutável agenda política de algumas das melhores criações do cinema de horror, será interessante discutir o seu lugar enquanto último e obscuro reduto da denúncia social.

Ricardo Ventura

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